Nothing for me
Lá vai Billie Holiday na madrugada cold
Fria
Cortando a neblina com a voz rasgada
Felina...
Porto Alegre respira, solfeja o álcool de seus bairros boêmios,
Mas são outros tempos,
visões chauvinistas impregnam Sua alma...
visões chauvinistas impregnam Sua alma...
Não temos mais o Isaac das quentes noites do Alaska,
Visões budistas, ervas de Castanheda e copos plenos...
Agora os pálidos religiosos tentam impor seus dogmas,
Suas pregações capitalistas,
seus evangelhos da moeda...
seus evangelhos da moeda...
De repente...
um assovio meloso e ácido vai ganhando corpo,
um assovio meloso e ácido vai ganhando corpo,
Um mendigo traz nos lábios ressequidos um blues de Janis Joplin...
Por momentos, uma aura brilhou do passado,
Havia uma bruma que fervia, fedia, olorava cannabis,
Longos cabelos, uma boa nova, uma revolução da paz...
Mas um estridente ruido rasgou o negro asfalto,
Tiros ecoaram,
Tiros ecoaram,
Mendigos encharcados de sangue e urina
Abandonam seus papelões
Temementes a bala, ao fogo e aos patrões...
Abandonam seus papelões
Temementes a bala, ao fogo e aos patrões...
Os que prometiam sonhos assumiram o poder,
Mas o mercado Demanda:
Mas o mercado Demanda:
An Overdose of Orwell
&
Excess Consumption
Em cada casa, em cada rua, em cada cidade,
em cada país,
em todo mundo,
A todo momento, em todo pensamento:
Survellaince, Olho Digital, Documentos, Cartão de Crédito,
IDEOLOGIA
I
Sorria:
Governos & Corporações
Querem te controlar...
Sou um Fruto Estranho...
Os mocassins desgastados voltaram a rotina...
O moedor de carne humana tritura seus sonhos...
O moedor de carne humana tritura seus sonhos...
Porém nas noites Frias e solitárias de Porto Alegre
Billie Holiday me faz compania...

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